GIGANTISMO

Gigantismo é uma condição endocrinológica rara, que pode ser detectada ainda na infância e que causa crescimento anormal nos indivíduos. Esse crescimento se dá de maneira mais notável em termos de altura, mas pode afetar também a circunferência corporal.

Embora existam outras causas muito mais raras, a causa mais comum do gigantismo geralmente é um tumor na glândula pituitária (hipófise). Ocorre quando essa glândula de uma criança produz em excesso o hormônio do crescimento (GH, sigla em inglês para growth hormone, comumente usada no Brasil). A glândula pituitária é uma pequena glândula do tamanho de uma ervilha, localizada na base do cérebro, e entre suas várias funções está a de controlar o crescimento. Quando um tumor cresce na glândula, ela pode produzir GH em maior quantidade que o necessário, causando um crescimento anormal.

O principal sinal do gigantismo em crianças, e o mais fácil de ser observado, é que a criança vai se tornando muito maior do que outras crianças da mesma idade. Além disso, algumas partes do seu corpo vão se tornando desproporcionais a outras partes. Mãos e pés são muito grandes, assim como os dedos dos pés, além de grossos; a mandíbula e a testa se tornam proeminentes e as demais características faciais se tornam grosseiras. As crianças com gigantismo também podem ter nariz achatado e cabeça, lábios ou línguas grandes.

Os sinais e sintomas exibidos dependem do tamanho do tumor da glândula pituitária. Além disso, conforme o tumor cresce, ele pode pressionar os nervos do cérebro, gerando outros problemas, como dores de cabeça, alterações da visão ou náuseas. Outros sintomas, ainda, podem incluir suor excessivo, dores de cabeça severas ou recorrentes, fraqueza, insônia e outros distúrbios do sono, puberdade retardada e surdez.

diagnóstico precoce do tumor da hipófise é importante porque o tratamento imediato pode interromper ou retardar as mudanças no crescimento anormal. No entanto, a condição pode ser difícil de ser detectada, pois os sintomas do gigantismo podem ser confundidos com surtos de crescimento infantil normal. No entanto, se o médico suspeitar de gigantismo, ele pode recomendar um exame de sangue para medir os níveis hormonais e o fator de crescimento produzido pelo fígado.

O médico também pode recomendar um teste oral de tolerância à glicose, porque os níveis do hormônio do crescimento caem após o indivíduo receber glicose. Se os exames de sangue sugerirem ou indicarem gigantismo, a criança precisará de uma ressonância magnética da glândula pituitária.

Os tratamentos para o gigantismo visam interromper ou desacelerar a produção do hormônio de crescimento da criança. Uma cirurgia por via endonsal pode ser necessária e se tornar o tratamento preferencial, se o tumor for a causa subjacente.

Em alguns casos, a cirurgia pode não ser uma opção como, por exemplo, se houver um alto risco de lesão de um vaso sanguíneo ou nervo crítico. Nesses casos, o médico pode recomendar medicamentos para prevenir a liberação do hormônio do crescimento. Este tratamento visa reduzir o tumor ou interromper a produção do excesso de hormônio do crescimento.

Uma outra opção é a “gama knife (faca)”, uma radiação altamente focada, visando não prejudicar o tecido circundante, mas capaz de fornecer uma dose poderosa de radiação capaz de destruir o tumor. O tratamento com a gamma knife costuma ser realizado em regime ambulatorial, sob anestesia geral, leva meses ou anos para ser totalmente eficaz e retornar os níveis do hormônio do crescimento ao normal. Como essa radiação tem sido associada a efeitos colaterais graves, como obesidade, dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais, ela é usada apenas quando outras opções de tratamento não funcionam.

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